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Viana será a primeira cidade capixaba a ter um cemitério vertical

O prefeito Gilson Daniel anunciou nesta sexta feira (08) a construção de um cemitério vertical no bairro Arlindo Vilasch.

Conversamos com a população, que até então está dividida sobre essa obra. Muitas pessoas ainda não sabem como é um cemitério vertical; já outras. acham que a obra desvalorizaria seus imóveis. Conversamos com Wantuil Schultz, morador e líder comunitário do bairro Nova Bethânia:

No momento mais difícil das famílias, muitos não tem sequer a dignidade respeitada com seu ente querido.

Já me deparei com mães chorando por não ter onde sepultar o filho. Familiares revoltados por não ter o mínimo de dignidade.

Cemitério do Vale do sol foi maior erro do Nônô Lube, disse.

Fomos buscar mais informações sobre este tipo de cemitério e as perspectiva é muito boa!

O aumento crescente da população, tanto no Brasil quanto no resto do mundo, e os problemas cada vez mais relevantes no que se refere à ocupação dos espaços urbanos nos levaram a uma questão importante: como lidar com o sepultamento dos nossos entes queridos? Uma solução que está se tornando muito popular no mundo inteiro, inclusive no Brasil, são os cemitérios verticais.

É um conceito moderno, que agrega uma série de vantagens aos familiares, ao meio ambiente e à sociedade como um todo. Continue a leitura e conheça melhor esse novo conceito de cemitério!

A ideia de cemitério que a maioria de nós têm em mente é o chamado ‘cemitério horizontal’, onde os corpos são sepultados de forma subterrânea em uma área aberta. No entanto, a falta de espaço e a consciência ecológica levaram muitos desses espaços a adotar a verticalização. É o que acontece com o Campo Santo, o mais antigo em atividade de Salvador.

Mas quais são as diferenças e vantagens deste novo modelo de sepultamento? Neste tipo de sepultamento, os corpos são colocados em espécies de gavetas, que ficam uma sobre a outra. Por isso, o conceito de verticalização. Além disso, os túmulos são padronizados. 

Sustentabilidade

Nos cemitérios horizontais, os cadáveres são enterrados com os caixões colocados diretamente no solo ou em sepulcos de concreto, de maneira que a decomposição dos corpos gera impacto no meio ambiente. Nos cemitérios parques, além do impacto gerado com a decomposição dos corpos, há o consumo de água para a manutenção das plantas.

 “O processo de decomposição dos corpos gera gases e o necrochorume. E quando o sepultamento não é adequado, o contato desse material com o ambiente em si termina gerando uma contaminação do ar, do solo e dos recursos hídricos subterrâneos, dos mananciais que estão ali, próximos ao cemitério”, explica a engenheira sanitarista e ambiental, Dijara Conceição. 

A capacidade é cada vez menor em cemitérios convencionais, e também há cada vez menos espaço para a construção de novas necrópoles do modelo tradicional. A nova legislação ambiental também é um fator que dificulta a criação destes espaços, e até mesmo para a adequação dos cemitérios já existentes, visto que estes são locais bastante antigos e a lei é bem mais nova.

Segundo a lei ambiental – Resolução 335/2003, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) – que trata do licenciamento ambiental de cemitérios, diversas regras precisam ser cumpridas no cemitérios horizontais. Entre elas estão a distância de cinco metros da área de sepultamento até o muro do cemitério, a distância de 1,5m do nível inferior do jazigo até o lençol freático, e a criação de sistema de drenagem de águas pluviais para evitar alagamento, entre outras disposições. No entanto, justo pela construção destes locais ser anterior à lei, muitos não se adequaram ainda.

Nestes locais, que fazem o sepultamento por enterramento, a grande preocupação é com o necrochorume, que é um produto vindo da decomposição do corpo humano. Os gases e líquidos presentes podem afetar o meio ambiente e o ser humano, e a resolução aponta que estas necrópoles precisam fazer o tratamento do necrochorume e a impermeabilização dos jazigos, o que nem sempre ocorre.

A solução encontrada em diversos lugares do mundo e que começa a crescer no Brasil é a construção de cemitérios verticais. Em formato de prédio, que pode ter dois ou mais pavimentos (andares), os cemitérios verticais contam com gavetas para o sepultamento. Devem contar com um sistema específico para a desativação dos gases da decomposição e com vedação para impedir a chegada dos gases nas áreas de circulação.

Além das gavetas de sepultamento, os cemitérios verticais também contam com outros espaços, como ossário e crematório. O Brasil tem um dos maiores cemitérios verticais do mundo: o Memorial Necrópole Ecumênica, criado em 1983 na cidade de Santos, litoral paulista, contém mais de 14 mil lóculos (gavetas) em 14 pavimentos.

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