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Vestido encontrado pela polícia é da Thayná, diz padrasto

O padrasto da menina Thayná – sequestrada no dia 17 de outubro, em Viana – reconheceu que a roupa encontrada pela polícia na manhã desta sexta-feira (10) é da enteada. A informação foi divulgada pelo delegado responsável pelo caso, José Lopes, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A mãe da Thayná, Clemilda Aparecida de Jesus, de 39 anos, ficou muito abalada quando o esposo reconheceu a roupa no DML de Vitória e nem conseguiu olhar a peça. Quando ouviu o companheiro confirmar que era o vestido da menina, Clemilda passou mal, chorou muito e saiu do departamento.

Mesmo com a família reconhecendo que o vestido era da menina, o teste de DNA será realizado e tem uma previsão inicial de ficar pronto em 30 dias. O delegado José Lopes prometeu empenho da equipe para fazer com que esse prazo seja reduzido.

Clemilda e o esposo na entrada do DML de Vitória
Clemilda e o esposo na entrada do DML de Vitória
Foto: Paulo Cordeiro | TV Gazeta

O VÍDEO DO SEQUESTRO

Em 17 de outubro, dia em que Thayná, de 12 anos, desapareceu no bairro Universal, em Viana, a mãe Clemilda Aparecida de Jesus, de 39 anos, procurou a polícia. Os dias seguintes foram uma via crucis. Foram idas aos comércios do bairro, conversas com moradores, tudo para levantar informações que pudessem ser usadas para ajudar na busca pela menina.

Até na casa do suspeito de ter raptado a filha dela, Clemilda foi. Tudo feito, segundo a costureira, sem a ajuda da polícia. O que conseguiu, entregou para a investigação. “Entreguei o vídeo dela entrando no carro e falei: “Agora vocês acreditam que minha filha não fugiu? Só assim o caso passou a ser tratado como sequestro”, desabafa.

Uma pessoa não pode chegar para você e dizer: “Mãe, calma. Sua filha fugiu com o namorado”. A gente conhece o filho da gente só de amamentar, se vai ser guloso ou não. Calmo ou levado. Conheço minha filha. Se eu tivesse alguns zeros a mais na conta, tudo isso seria diferente. Quando disseram que ela podia ter fugido, a primeira coisa que procurei foi uma boneca de pano que ela tem desde os quatro anos e não larga por nada.

 

 

Sobre as críticas de que a mãe da garota correu atrás de provas sem ajuda da polícia,o secretário de Estado da Segurança Pública, André Garcia, afirmou que a investigação já acontecia de forma silenciosa e que não havia distinção do Estado entre vítimas por classe social. Para o secretário, a Delegacia de Pessoas Desaparecidas (DPD) agiu de forma correta.

“Não vou me abater com a crítica de uma mãe que está com a filha desaparecida. Acho que o desespero é tão grande que tudo se justifica. No lugar dela, como pai, faria o mesmo. O fato dela ter ido atrás das imagens, não significa que a polícia não estivesse trabalhando”, afirmou o secretário.

OPERAÇÃO EM VIANA

As ossadas de uma criança do sexo feminino e restos de roupas foram encontrados em um brejo, próximo a uma lagoa de Viana, na localidade de Areinha. As buscas foram realizadas por policiais do Grupo de Operações Táticas (GOT) da Polícia Civil e de militares do Corpo de Bombeiros.

Foto: Bernardo Coutinho | GZ

Segundo o delegado, a polícia recebeu a informação de que Ademir Lúcio Araújo Ferreira, de 52 anos, acusado de sequestrar a menina Thayná, usava essa área para cometer os crimes contra as vítimas dele. “Fizemos um pente-fino na região com buscas na lagoa e no entorno e não localizamos nada. Por volta das 9h50 tivemos êxito em achar uma ossada de uma menina”, ressaltou o delegado.

O delegado garantiu que vai pedir prioridade para que a identificação do corpo aconteça logo. O prazo protocolar é de no máximo 30 dias. A polícia já recebeu mais de 20 denúncias do caso por meio do 181. Ademir é considerado foragido.

O delegado José Lopes também afirmou que o matagal próximo ao brejo onde a ossada foi encontrada estava queimado, fato que ocorreu no dia 31 de outubro. Todo o material foi recolhido e encaminhado pela perícia ao DML de Vitória.

SEQUESTRADOR CONTINUA FORAGIDO

O acusado de sequestrar a menina Thayná Andressa, de 12 anos, agiu de modo parecido para estuprar uma criança de 11 anos. O caso aconteceu três dias antes do desaparecimento de Thayná. Ademir Lúcio Araújo Ferreira, 52, utilizou o mesmo carro, um Gol Prata, e abordou a vítima também no mesmo bairro de Viana, região da Grande Vitória.

Ademir Lúcio Ferreira Araújo
Ademir Lúcio Ferreira Araújo
Foto: Divulgação | Polícia Civil

CARRO USADO NO SEQUESTRO É ENCONTRADO EM GUARAPARI

O carro usado pelo sequestrador de Thayná foi encontrado pela polícia no dia 6 de novembro, em Guarapari. O Gol de cor prata estava em uma oficina mecânica, com o motor batido. Segundo o titular da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, José Lopes, cerca de 10 dias depois do sequestro de Thayná, Ademir vendeu o carro para um queijeiro.

Foto: Ricardo Medeiros | GZ

A transação ocorreu no dia 28 de outubro, em Cobilândia, Vila Velha. O comprador informou à polícia que negociou a compra do veículo por R$ 5 mil, pagou R$ 2 mil na hora e combinou com Ademir que acertaria o restante depois. A Polícia Civil acredita que ele tenha feito a compra de “boa fé”, e não teria ligação com o sumiço da Thayná.

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