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Três pessoas afirmam que foram abusadas sexualmente por pedreiro que foi morto no ES

Uma das vítimas é a própria filha do pedreiro, que confessou a situação à polícia. O homem que matou Aloísio Bandeira por vingança continua preso.

Mário César Gadiol disse que matou o pedreiro por vingança — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Mais uma pessoa procurou a Polícia Civil, nesta sexta-feira (9), para contar que foi abusada sexualmente pelo pedreiro Aloísio Bandeira, que foi assassinado na Serra, Grande Vitória. A terceira vítima é uma menina de 10 anos.

As outras duas vítimas são a própria filha de Aloísio e também uma menina que hoje tem 12 anos. Foi o pai dessa garota, o entregador Mário César Gadiol, que matou o pedreiro por vingança. Ele está preso.

A denúncia mais recente foi feita pelo pai da menina de 10 anos. O abuso teria acontecido esse ano. O homem conversou com a reportagem, mas não será identificado para preservar a filha dele.

Ele disse que nunca suspeitou de Aloísio. “Fiquei sabendo há três semanas. Minha filha comentou comigo que ele havia tirado o órgão genital pra fora e mostrado pra ela. Botei pressão psicológica na minha filha, querendo saber se era realmente só isso que tinha acontecido, e minha filha falou que era só isso”, contou o pai.

Durante a tarde desta sexta, também foi ouvida pela Polícia Civil a filha do homem que matou o pedreiro, uma menina de 12 anos. Ela confirmou para o delegado que foi abusada por Aloísio.

“Eu acompanhei todo o depoimento prestado e ela realmente confirmou todas as alegações do pai, que ela realmente havia sido vítima de estupro. Ela passou essa informação com riqueza de detalhes”, disse a advogada Carolina Bianchi, que representa o homem que matou Aloísio.

Filha do pedreiro

Quem também procurou a polícia, nesta quinta-feira (8), foi a filha do pedreiro. A jovem Luana dos Santos Bandeira contou que foi abusada pelo pai.

Luana contou que também era abusada sexualmente pelo pai — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Luana contou que também era abusada sexualmente pelo pai — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Segundo ela, em entrevista ao portal Gazeta Online, os abusos sexuais começaram aos três anos de idade e foram até os dez.

“Acredito que nesse dia teria penetração sim, se eu não tivesse tido coragem de falar com ele que, se ele não saísse de cima de mim, eu gritaria. E minha madrasta ia ouvir, porque ela estava dormindo no mesmo quarto na hora. Aí foi a última vez. Mas como achei que só tivesse sido só comigo, não falei nada. Queria que as pessoas tivessem uma boa lembrança dele, de que ele era uma pessoa boa. Ele era realmente, fora o que ele fez comigo. Imaginava que o mal ele fez só comigo, não com os outros. Mas ele fez.”

Luana disse que contou sobre os abusos para a mãe. “Eu tinha uns 12 anos mais ou menos. Ela sabia desse trauma, mas eu não queria que denunciasse ele, porque era o meu pai de qualquer maneira. Tinha medo dele ser preso e alguém dentro da prisão vingar, fazer maldade com ele.”

Luana ainda disse que não deixava as duas filhas encontrarem o pai dela, por medo do que pudesse acontecer.

“Evitava o máximo de ter contato com ele. Tinha medo de deixar as minhas filhas e acontecer alguma coisa, mesmo eu estando lá perto. Se aconteceu comigo, por que ele não poderia fazer de novo mesmo depois de adulta? Por que ele não poderia fazer com as minhas filhas?”

O pedreiro Aloísio Bandeira foi morto a tiros a caminho do trabalho — Foto: Reprodução/TV Gazeta

O pedreiro Aloísio Bandeira foi morto a tiros a caminho do trabalho — Foto: Reprodução/TV Gazeta

O caso

O pedreiro Aloísio da Silva Bandeira, de 43 anos, foi assassinado na terça-feira, logo no início da manhã (6). Ele estava a caminho de um ponto de ônibus, indo para o trabalho. Uma câmera de segurança registrou o momento em que o pedreiro foi abordado pelo assassino, que mandou ele deitar no chão e deu dois tiros, fugindo em seguida com a mochila da vítima.

Inicialmente, a polícia acreditava na hipótese de latrocínio: roubo seguido de morte, pois a mochila havia sido levada. Entretanto, após a prisão do entregador Mário César Gadiol, de 30 anos, isso mudou.

Mário confessou o crime e disse que matou porque descobriu que o pedreiro teria estuprado a filha dele quando ela tinha oito anos de idade. Naquela época, a menina frequentava a casa de Aloísio porque a esposa do pedreiro era babá dela.

Mário César está preso no Centro de Triagem de Viana.

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