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‘Se chegarmos a 91% da ocupação de leitos de UTI, vamos fechar boa parte do ES’, diz governador

Declaração foi dada em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (20) pelas redes sociais. Taxa está em 69% a nível estadual e 76% na região metropolitana.

Em coletiva de imprensa virtual realizada na tarde desta quarta-feira (20), o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), afirmou que, se o estado chegar a 91% de ocupação nos leitos de UTI exclusivos para pacientes da Covid-19, várias cidades deverão adotar medidas extremas de isolamento e “fechar”.

“Se chegarmos à ocupação de leitos de 91%, a gente vai fechar boa parte do Estado. Literalmente, fechar. A nossa vulnerabilidade é o número de leitos. [Se isso acontecer] teremos ainda 9% de leitos de UTI, dá tempo de tomarmos medidas para fazer reversão”, detalhou Casagrande.

O índice de 91% como sinal de alerta para a tomada de medidas extremas foi definido pelo governo através da nova Matriz de Risco, que classifica os municípios como risco baixo, moderado, alerta ou extremo.

Além da ocupação dos leitos, a classificação leva em conta outros fatores, como o coeficiente de incidência de casos, índice de isolamento social, o percentual de população idosa e o índice de letalidade do coronavírus em cada município.

Diante dessa combinação, hoje, se a ocupação de leitos de UTI já estivesse em 91%, várias cidades seriam atingidas pelas medidas mais rigorosas.

“Se a gente tivesse hoje 91% de leitos de UTI ocupados – estamos com 69% – os municípios de Presidente Kennedy, Marataízes, Alfredo Chaves, Afonso Cláudio, Grande Vitória, Santa Teresa e Fundão ficariam completamente fechados”, disse.

O governador, entretanto, disse que prefere não usar o termo “lockdown”, expressão em inglês que, na tradução literal, significa confinamento ou fechamento total

Embora não tenha uma definição única, o “lockdown” é, na prática, a medida mais radical imposta por governos para que haja distanciamento social – uma espécie de bloqueio total em que as pessoas devem, de modo geral, ficar em casa.

“Não gosto da palavra lockdown, mas acho que é um isolamento social muito mais rigoroso”, disse.

Para que o Estado não precise chegar ao ponto de suspender todas as atividades, Casagrande reforçou a necessidade de manter o isolamento social e evitar o contato entre as pessoas.

“Não queremos chegar nesse ponto, mas se chegarmos nesse ponto teremos que tomar decisões de isolamento social muito mais rigorosas. Mais uma vez peço a contribuição. Se mantenham distantes, não interajam, não aglomerem, mantenham a prevenção”, pediu.

“Número de leitos salva vidas, mas não salta todas. O isolamento salva todas as vidas”, declarou o governador.

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