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Saiba a importância do aprendizado da linguagem de computadores para o futuro

É inegável a importância do conhecimento de uma língua estrangeira para o posicionamento do profissional no mercado. Saber falar inglês ou espanhol pode ser determinante para o trabalho em muitas empresas. Para além da comunicação, uma outra linguagem aparece e aponta para o futuro não só das relações de trabalho, mas no aprimoramento de outras habilidades, como o raciocínio lógico e a velocidade na solução de problemas. É a linguagem de programação, que se apresenta de diferentes maneiras que dialogam diretamente não só com o futuro, mas também com o presente, já que o contato com o mundo digital é uma realidade cada vez mais precoce.

É pensando nisso que escolas como a Happy Code, que conta com unidades em Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo, mas se expande até Portugal pelo sucesso da iniciativa inovadora, foca não só no ensino da programação, mas na preparação de crianças de até cinco anos no contato com esse universo de possibilidades.

“A gente tem game, robótica, artes digitais, aplicativos, é uma infinidade de coisas”, diz Carolina Teixeira da Silva, administradora da Happy Code Vila Velha. Carolina usa o exemplo da própria filha para explicar o papel de escolas desse tipo.

“As inovações acontecem com tamanha velocidade que a gente não consegue acompanhar. A gente tem que dar suporte e preparar as crianças para isso. A maioria das profissões do futuro ainda não foram nem criadas. Hoje muita criança e adolescente tem acesso à informação, mas de uma forma errada. As crianças deixam de ser meros usuários para aprender a utilizar essas ferramentas”, conta.

O capixaba Thales Carvalho, responsável pelos programas de formação em web da Udacity Brasil, plataforma online com sede no Vale do Silício, na Califórnia, teve seu primeiro contato com a programação de computadores na faculdade, mas entende o ensino de habilidades como essa desde cedo.

“Essas capacidades não são precoces, são fundamentais. Não existe um caminho lógico que o estudante é obrigado a seguir para ter uma profundidade na resolução de problemas. Programar e desenvolver não são coisas de adultos ou superdotados. As crianças podem aprender a desenvolver como elas aprendem a falar inglês. Eu acredito que o cérebro é até mais exigido no aprendizado de uma nova língua como inglês do que no desenvolvimento de um algoritmo”, conta Thales.

Enquanto estudante da Universidade Federal do Espírito Santo, ele foi professor do projeto Introcomp, que faz parte do Programa de Educação Tutorial da universidade e ensina estudantes do ensino médio da rede pública a linguagem de programação.

O objetivo do projeto, segundo a professora tutora Patrícia Dockhorn Costa, é incentivar alunos do ensino médio de escolas públicas, que não tem o acesso extracurricular e criar a mentalidade de que é possível resolver problemas de forma inteligente usando como ferramenta a tecnologia da informação.

“A computação hoje permeia todas as áreas, não é uma habilidade só do profissional de TI. Tem que estar presente nas engenharias e nas outras áreas de conhecimento também”, determina.

A resolução de problemas também foi um dos pontos sensíveis apresentados por Thales na importância do aprendizado dessas competências.

“A programação de computadores, observando isso como disciplina, é uma das poucas que podem desenvolver a lógica. Na matemática o professor pode adotar estratégias que a fórmula é assim e pronto, mas na programação não. E a partir do momento que as crianças aprendem essa lógica e resolução de problemas desde pequenos, quando chegarem em uma fase jovem, vão ter um desenvolvimento lógico mais bem estabelecido e se desenvolver de maneira mais concreta”, explica Thales.

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