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Rose é citada em delação e critica “história mal contada” de Funaro

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Em delação premiada usada na segunda denúncia do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentada na quinta-feira passada contra o presidente Michel Temer (PMDB), o doleiro e operador de propinas de Eduardo Cunha (PMDB), Lúcio Funaro, citou a senadora capixaba Rose de Freitas (PMDB). Ela estaria entre os beneficiários de poupança feita no exterior pelo ex-presidente da Câmara no valor de até R$ 90 milhões.

O dinheiro juntado por Cunha durante 15 anos teria sido usado nas campanhas de 2014 de Rose ao Senado e de nomes como o de Henrique Eduardo Alves, ao governo do Rio Grande do Norte, e de Geddel Vieira Lima, que disputaria o Senado na Bahia, além de outros parlamentares. Em contrapartida, os mencionados apoiariam Cunha para a Presidência da Câmara, em 2015.

“Que o objetivo era investir todo o recurso arrecadado para eleger o Henrique Eduardo Alves como governador do Rio Grande do Norte, e para eleger os deputados que Eduardo Cunha queria eleger, para que estes, depois, votassem em Cunha para presidente da Câmara”, dizia trecho da delação contido no rodapé da página 31 da segunda denúncia de Janot.

Em seguida, o trecho traz os nomes dos supostos beneficiários: “Que acredita que foi arrecadado um total de 80-90 milhões para as campanhas dos seguintes políticos de 2014: Henrique Eduardo Alves, Marcelo Miranda (TO), Geddel (Senado), Sandro Mabel, Marcelo de Castro (PI), Antônio Andrade (MG) – via Mateus Moura –, Lucia Vieira Uma, Priante, Manoel Júnior, Fernando Jordão, Sora Santos, Rose de Freitas ao Senado, Cândido Vacarezza, Carlos Bezerra”.

Presidência

No mesmo dia em que Eduardo Cunha foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, em 1º de fevereiro de 2015, no entanto, Rose tomava posse no Senado. E esta foi justamente a alegação usada pela parlamentar capixaba para se defender da acusação feita por Lúcio Funaro, que ela tachou como “história mal contada”

“É a palavra de um aventureiro que quer me denegrir, uma história mal contada, inverídica. Eu não votava na Câmara, eu já tinha sido eleita senadora. Ele (Cunha) não poderia comprar o voto de quem não votava na Câmara. Além de ser uma mentira, é uma mentira despropositada”, disse a senadora, que prosseguiu: “Fui eleita com muito pouco apoio do PMDB. É um absurdo, evidentemente. E já pedi meus advogados para olharem”, disse.

Durante entrevista para A GAZETA Rose também fez questão de relembrar uma rusga que teve com Eduardo Cunha em 2015, com ele já presidente da Câmara. Rose, então presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), entrou com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) alegando que a votação das contas dos ex-presidentes Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, feita pela Câmara na ocasião, foi ilegal.

A senadora defendia que aquela era uma competência do Congresso. Cunha disse, por sua vez, que havia interesses por trás da ação com objetivo de tumultuar para que as contas não fossem votadas.

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