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‘Pelo amor de Deus, eu não aguento esperar nem mais um dia’, diz mãe

A vendedora Clemilda Aparecida sente que vai enlouquecer sem saber notícias da filha, Thayná Andressa de Jesus, de 12 anos. A menina foi vista pela última vez no dia 17 de outubro entrando em um carro dirigido por Ademir Lúcio Ferreira, de 52 anos, que já preso por roubo, estelionato e homicídio, segundo informações da polícia. Além desses crimes, ele é suspeito de estuprar uma outra menina de 11 anos dias antes de ter levado Thayná. A Justiça já decretou a prisão de Ademir, que é considerado foragido.

Diante de todo esse contexto, na semana passada, o secretário de Estado da Segurança Pública, André Garcia, pediu paciência e que a família desse “um crédito” ao trabalho da polícia. O difícil para a mãe, que fez ocorrência desde o dia do desaparecimento e conseguiu sozinha o vídeo do momento em que a menina entra no carro, é de que maneira ter paciência.

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“Vinte dias sem saber aonde está a minha filhinha e o que está acontecendo com ela… E eu tenho que ter paciência? Eu tenho que esperar?”, indagou a mãe, quase sem conseguir pronunciar as palavras.

À TV Gazeta, Clemilda contou o que sentiu ao ver o vídeo em que a filha entra no carro. “Eu senti vontade de explodir. Me senti nada, a pessoa mais pequena. A minha filhinha estava entrando naquele carro e eu não podia fazer nada. Foi o fim pra mim.”

A mãe implora por notícias. “Tem (o Estado) que me ajudar. Ele tem que fazer alguma coisa. A população está em pânico no Espírito Santo. As pessoas estão em pânico. Tem um maníaco, um louco aí fora. Eu preciso de uma resposta, senão eu vou enlouquecer. Eu não aguento esperar nem mais um dia. Pelo amor de Deus, eu não aguento mais.”

QUARTO ESTÁ DO MESMO JEITO 

Vinte dias depois do desaparecimento, as bonecas da Thayná continuam sobre a cama e o material escolar todo organizado na casa da família em Viana. “Minha filha é um princesinha, uma bonequinha. Pode ver as coisas dela são coisas de criancinha, não tem nada no quarto dela que não seja de uma criancinha”, observa a mãe.

Cama da menina Thayná
Cama da menina Thayná
Foto: Reprodução/TV Gazeta

Clemilda tem mais três filhos mais velhos que Thayná, que não vivem com ela e o marido. Apenas a menina mora na casa com os dois.

Desde o desaparecimento, a casa ficou vazia, triste, sem vida, abandonada. Clemilda passa os dias na rua numa busca desesperada pela filha, com constatou a equipe da TV Gazeta que foi ao local.

Bicicleta da menina Thayná
Bicicleta da menina Thayná
Foto: Reprodução/TV Gazeta

“Essa casa suja, fria, sem vida. Eu não tô conseguindo entrar dentro de casa, gente. Eu venho dentro de casa correndo pegar uma roupa e sair correndo. Meus dias são torturantes demais. A minha vida está torturante. Eu não sei… Eu já não consigo mais nada… Eu estou doida que esse pesadelo acaba.”

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