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Pai de jovem morto em Cariacica explica passagem por receptação: ‘comprou uma moto com restrição sem saber’


A família do rapaz acusa a Polícia Militar de ter assassinado o jovem. Já a corporação, afirma que foi recebida a tiros ao chegar na região

O pai do de Cheslley de Oliveira Trabach, de 20 anos, que morreu após um suposto confronto com a Polícia Militar, no bairro Vila Independência, em Cariacica, na última terça-feira (7), continua contestando a versão da polícia, que afirma que Cheslley estava cometendo assaltos e atirou contra os policiais.

Ao falar sobre a passagem do filho pela Justiça por suposto envolvimento com o crime de receptação, o pai da vítima, Welton de Jesus Trabach, explicou que o filho comprou uma moto sem saber que tinha restrição. “Na época, meu filho tinha comprado uma moto que possuía uma restrição. Como ele tinha apenas 17 anos e não tinha malicia nas coisas, não verificou as condições da motocicleta”, explicou.

Welton explicou também que o modelo da motocicleta não exigia o uso de placas, fazendo com que o filho não se preocupasse com o produto adquirido. “Esse foi erro dele. Ele não verificou os documentos. O delegado que atendeu a ocorrência, informou que o depoimento tinha sido realizado e que ele estava liberado”, contou.

O pai afirma ainda que meses depois uma carta de comparecimento foi enviada à Cheslley. Mas como o rapaz havia mudado de endereço, não teve conhecimento da intimação. “Nós não tivemos ciência deste pedido. Logo depois, em uma abordagem policial, o Cheslley foi detido na rua e foi apreendido junto com a moto. Lembro que eu consegui um advogado, que realizou todos o procedimentos e sete dias depois ele foi liberado da prisão.”

Cheslley foi baleado em suposto confronto com policiais. De acordo com os militares, ele foi socorrido para o Pronto Atendimento de Alto Lage, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Ainda segundo `a polícia, um revólver calibre 38, que estava com ele, foi apreendido”. 

Em entrevista à equipe de reportagem da TV Vitória, a prima do jovem, Suelen Trabach, também questionou a ação dos policiais militares. “Meu primo vendia película, banhava cordão. Ele era a alegria da gente. Vocês sabem o que é isso? Uma alegria? Meu primo já estava morto (quando foi colocado na viatura). Por que foram socorrer meu primo morto? Por que não deixaram ele no local do crime?”, disse.

* Com informações da repórter Luana Damasceno, da TV Vitória / Record TV.


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