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OAB suspende advogado envolvido em batida que matou casal na Terceira Ponte

Segundo a Ordem, Ivomar Rodrigues não poderá exercer a advocacia por 90 dias. Ele dirigia o veículo que atingiu a moto onde estavam Kelvin e Brunielly


O advogado Ivomar Rodrigues, de 34 anos, um dos envolvidos no atropelamento que resultou na morte do casal Kelvin Gonçalves dos Santos e Brunielly de Oliveira, foi suspenso preventivamente pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Espírito Santo (OAB-ES) e não poderá exercer a advocacia por 90 dias.

A decisão foi tomada nesta sexta-feira (12) por integrantes do Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da OAB-ES, após sessão de julgamento ocorrida no Quartel de Comando Geral da Polícia Militar, em Maruípe, Vitória, onde o advogado está preso.

De acordo com a Ordem, o TED entendeu que Ivomar infringiu o Código de Ética e o Estatuto da OAB, tendo em vista que a conduta praticada repercutiu negativamente para a dignidade da advocacia.

O acidente que matou Kelvin e Brunielly aconteceu na madrugada do dia 22 de maio, na Terceira Ponte. O casal estava em uma moto quando foi atingido pelos veículos dirigidos por Ivomar e pelo universitário Oswaldo Venturini Neto, de 22 anos. A polícia acredita que os dois participavam de um “racha” no momento da batida. As vítimas morreram na hora.

O laudo pericial detalhado sobre o acidente que causou a morte do casal aponta que foi o veículo dirigido por Ivomar, um Audi, que atingiu a moto. O laudo apontou ainda que o advogado não freou antes da colisão. O advogado, segundo a perícia, seguia a 149 km/h e só acionou os freios no momento exato da colisão.

Já o carro do estudante, um Toyota Etios, colidiu contra o Audi a 144 km/h, segundo o laudo pericial. Com a batida, o veículo do advogado atingiu a moto. Em seguida, o Etios girou, atingiu o Audi novamente e colidiu contra a mureta da ponte.

Ivomar e Oswaldo foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPES) por duplo homicídio doloso. A Justiça acatou a denúncia, o que fez com que os acusados se tornassem réus no processo.

Oswaldo permanece preso no Centro de Detenção Provisória de Viana II (CDPV II). Já Ivomar foi transferido para o Quartel do Comando Geral (QCG) da Polícia Militar, no dia 24 de junho, e permanece preso no local.

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