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Motorista de transporte escolar é condenado a 18 anos de prisão por estupro de crianças

A Justiça do Espírito Santo condenou a 18 anos e 4 meses de prisão o motorista de transporte escolar que foi denunciado por estupro de vulnerável contra três crianças, sendo um menino e duas meninas, de três, quatro e cinco anos de idade.

Segundo a sentença, o réu abusou das crianças, em várias ocasiões, passando suas mãos nas partes íntimas delas e exibindo o órgão sexual para uma delas, durante o trajeto da escola para casa.

Na sentença, a juíza explicou que “após a edição da Lei nº 12.015/2009, que revogou o delito de atentado violento ao pudor, a figura típica do estupro passou a englobar não só a conjunção carnal, como também outros atos libidinosos, de modo que o agente que pratica os dois atos responde por delito único”, ressaltou a Juíza.

De acordo com os autos, os crimes eram praticados no momento em que a esposa do réu, que o auxiliava, saía do transporte escolar para buscar outras crianças em escolas e o marido ficava sozinho com as vítimas.

O processo relata que o acusado aproveitava a momentânea ausência da esposa, “quando esta saía do veículo para buscar os alunos nas escolas e levá-los para a van, para fazer a chamada ‘brincadeira do pulgão’ com as crianças (….), as quais se sentavam logo atrás da cadeira do motorista, onde o motorista ficava”, diz a sentença.

Segundo a sentença, o motorista pedia às crianças que não contassem nada a seus pais. Os pais, por sua vez, nunca desconfiaram de nada e, inclusive, confiavam muito no casal. Assim, os abusos só foram descobertos porque uma das vítimas fez um comentário com o pai, fazendo referência ao órgão sexual do réu e, questionada, contou o que o “Tio Carlos” fazia com ela e mais duas crianças.

O pai, em depoimento, “foi enfático ao dizer que a menina não poderia inventar tal narrativa, uma vez que ela, em razão da idade, não tinha acesso a informações de cunho sexual, fosse pelos próprios pais, fosse pela internet e demais meios de comunicação”, destaca a sentença.

O réu negou, em depoimento, todas as acusações e, inclusive, que fazia a ‘brincadeira do pulgão’ com as crianças. Segundo a magistrada, não há dúvidas de que a “brincadeira” existia.

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