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Manuela D’Ávila admite ter passado contato de Glenn Greenwald a hacker

A ex-deputada afirmou que foi procurada por uma pessoa, que jamais se identificou, dizendo ter provas de atos ilícitos de autoridades brasileiras


A ex-deputada federal Manuela D´Ávila (PCdoB) admitiu nesta sexta-feira (25) à noite que foi ela quem passou o contato do jornalista Glenn Greenwald, editor do site The Intercept Brasil, ao hacker Walter Delgatti Neto. O investigado deu a informação momentos antes à Polícia Federal em Brasília.

Manuela, que está no exterior, afirmou em seu Instagram ter sido informada pelo aplicativo Telegram no dia 12 de maio deste ano que seu dispositivo havia sido invadido no Estado da Virginia, Estados Unidos. “Minutos depois, pelo mesmo aplicativo, recebi mensagem de pessoa que, inicialmente, se identificou como alguém inserido na minha lista de contatos para, a seguir, afirmar que não era quem eu supunha que fosse, mas que era alguém que tinha obtido provas de graves atos ilícitos praticados por autoridades brasileiras.”

Ela explica que o invasor não se identificou em momento algum. “Afirmou que queria divulgar o material por ele coletado para o bem do país, sem falar ou insinuar que pretendia receber pagamento ou vantagem de qualquer natureza”, esclareceu.

Manuela conta que no momento da invasão acreditou se tratar de algum trote ou armadilha montada por adversários políticos, mas mesmo assim passou ao hacker o contato do, segundo suas palavras, “reconhecido e renomado jornalista investigativo Glenn Greenwald”.

A ex-deputada e vice na chapa de Fernando Haddad (PT) à Presidência da República em 2018 termina sua resposta se colocando à disposição para auxiliar na investigação. “Estou, por isso, orientando os meus advogados a procederem a imediata entrega das cópias das mensagens que recebi pelo aplicativo Telegram à Polícia Federal.” Ela também pretende entregar seu aparelho celular para exame pericial.

Depoimento do hacker

Nesta sexta, Delgatti afirmou que entrou em contato com a ex-deputada no dia 12 de maio, domingo de Dia das Mães, para dizer que tinha um acerto de conversas do MPF contendo irregularidades. 

Posteriormente, ele conversou com o jornalista do The Intercept e mostrou o material que havia obtido no Telegram dos procuradores da República Deltan Dallagnol, Orlando Martelo Júnior, Diogo Castor e Januário Paludo.

No depoimento para PF, Delgatti afirmou que não realizou qualquer edição dos conteúdos das contas de Telegram das quais teve acesso. O suposto hacker disse que acredita não ser possível fazer edição das mensagens do Telegram em razão do formato utilizado pelo aplicativo.

Todos os contatos telefônicos, segundo Delgatti, foram obtidos por meio de invasões a telefones celulares. Conforme o depoimento, ele conseguiu o contato da ex-deputada por meio da agenda do Telegram da ex-presidente Dilma Rousseff.

O contato da petista, por sua vez, ele havia conseguido através da lista de contato do Telegram do ex-governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão. Delgatti, no entanto, diz não se recordar como obteve o número de Pezão.

O hacker disse que não armazenou nenhum conteúdo das contas da ex-presidente e do ex-governador do Rio de Janeiro porque tinham poucas mensagens.

Segundo o depoimento de Delgatti, em um primeiro momento Manuela não havia acreditado no material, por isso relutou em passar o contato do editor do Intercept.

Ele então enviou um áudio de uma conversa entre os procuradores Orlando Martelo Júnior e Januário Paludo. Cerca de 10 minutos após ter mandado o documento, Delgatti diz ter recebido uma mensagem no Telegram de Glenn Greenwald.

Ainda conforme o depoimento à Polícia Federal, Glenn teria dito ao hacker que tinha interesse no material. Delgatti começou a passar os conteúdos pelo próprio Telegram, mas como eram muito pesados, criou uma conta na nuvem e passou a senha para o jornalista.

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