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Irmão de deputada é exonerado de cargo

A fraude é estimada em mais de R$ 100 milhões, com a identificação de falsificação de 896 documentos


Alvo da Operação Replicante, que investiga fraudes do Detran-ES, o irmão da deputada federal Norma Ayub, Itamar Ayub Alves, pediu para ser exonerado do cargo de chefe da Ciretran de Marataízes, Sul do Estado. Ele, ficou quatro dias na prisão entre os dias 12 e 15 deste mês.
De acordo com Gualtemar Soares, advogado de Itamar, a solicitação de exoneração foi a pedido da família. Ele alega inocência.

O chefe da Ciretran de Itapemirim, Sul do Estado, Itamar Ayub, foi preso no último dia 12 pela Operação Replicante, que investiga uma rede criminosa, acusada de fraudar documentos de registros de veículos no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES).

Segundo o promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Tiago Pinhal, a fraude é estimada em mais de R$ 100 milhões, com a identificação de falsificação de 896 documentos. Além de Ayub –que é servidor do Detran-ES –, Fabrício Alves Sales, ex-funcionário do órgão, foi preso em Marataízes por suspeita de ser intermediário no esquema.

Os mandados de prisão temporária foram expedidos pela 3ª Vara Criminalde VilaVelha, em continuidade às investigações da Operação Replicante, deflagrada no último dia 1º, quando outras 10 pessoas foram presas.

A investigação começou há cerca de 10 meses e teve início depois de apreensões de carros roubados com documentos legalizados feitas pela Polícia Rodoviária Federal.

Nas investigações foram identificadas três etapas para afraude: pessoas demandavam os serviços com documentos falsos; despachantes inseriam os dados falsos no sistema do Detran-ES; e servidores do órgão realizavam auditorias com base em documentos falsos e até sem processo nenhum.

“Isso permitia registros, independente da existência do veículo”, explicou Pinhal. Para a fraude ser possível, servidores do Detran e despachantes pesquisavam na Base de Índice Nacional chassis de veículos disponíveis no sistema e que nunca haviam sido emplacados.

Os veículos selecionados eram da frota do Exército, utilizados internamente por mineradoras ou exportados. Com o documento, golpistas adulteravam carros roubados para que passassem a ser legais. Também realizavam financiamentos de veículos em bancos ou aplicavam golpes em seguradoras, depois de registrar um falso crime de roubo de carro.

O Gaeco não divulgou qual seria a participação de Ayub. Em nota,o Detran-ES disse que ainda não foi comunicado oficialmente sobre as prisões “e, por isso,não comentará o assunto”.

O Detran-ES afirmou, no entanto, que ofereceu servidores e toda documentação que pudessem ser provas dos ilícitos, além de participar dos levantamentos para elucidar as fraudes investigadas.

ENTENDA O CASO 
>TEVE INÍCIO há 10 meses, apósa PolíciaRodoviáriaFederal terapreendido 63 veículos com suspeita de adulteração nos registros.
>O MINISTERIO Público,por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco),iniciou as investigações em parceria com a PRF, e com oapoio da Polícia Militar, do Detran-ES e da Receita Federal.
>A OPERAÇÃO REPLICANTE foi assim batizada pelo sentido da palavra, que quer dizer reproduzir o que já existe. Doze pessoas foram presas.

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