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Idoso espera há três meses por remédio para Alzheimer pelo SUS no ES

m idoso de 89 anos aguarda, há três meses, por um remédio para Alzheimer que deveria estar sendo fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Cada caixa do medicamento Bromidrato de Galantamina custa R$ 400 nas farmácias, um dinheiro que seu Ari Gonçalves e a esposa Amélia não têm como dispor. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, ainda não há um prazo certo para que a situação se resolva.

Dona Amélia, que tem 81 anos, é quem cuida sozinha do marido, que faz tratamento contra a doença há seis anos. O casal depende do remédio distribuído pela rede pública, pois vive com o dinheiro da aposentadoria de seu Ari, que não é muito.

“Eu não posso ficar dependendo. Meu genro trabalha em roça, meu filho está tentando montar uma fábrica de sorvetes, está com dívidas. A minha outra filha mora em São Paulo e é dependente do marido. Então são coisas que sacrificam a família, eu não queria isso. Queria pelo menos o remédio mais caro, que é o necessário e que o governo dá. É obrigação, é dever, é cidadania”, reclamou dona Amélia.

Ela sempre está com a receita do remédio do marido na mão, e sempre que vence o prazo para ver se o medicamento chegou, vem a dúvida. “Eu falo com a mocinha, me fala a palavra santa, e ela diz ‘não, não chegou e não tem nem previsão’. Eu volto com meu marido pra casa”, falou.

O problema é que esse trajeto de casa até a distribuidora de remédios do Estado precisa ser feito de ônibus e dona Amélia sempre leva o seu Ari, pois não tem como deixá-lo com outra pessoa.

“Ele já caiu duas vezes na rua. Não é porque ele tem labirintite, é por causa do problema do Alzheimer. Eu preciso que se tome uma providência desse medicamento, eu não posso ficar andando com ele na rua”, lamentou a idosa.

Cada caixa do medicamento custa R$ 400 nas farmácias (Foto: Reprodução/TV Gazeta)Cada caixa do medicamento custa R$ 400 nas farmácias (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Cada caixa do medicamento custa R$ 400 nas farmácias (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Outro lado

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) explicou que a compra dos medicamentos é programada para que não haja desabastecimento. Nesse caso, a empresa responsável informou que está faltando a matéria-prima para a produção do remédio.

A empresa foi notificada por não cumprir o prazo de entrega e pode sofrer sanções administrativas, mas, infelizmente, a Secretaria não informou quando o remédio volta a ser fornecido.

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