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Fábrica clandestina de álcool em gel em Marataízes é fechada

Produtos químicos eram armazenados de forma improvisada e os equipamentos não apresentavam condições mínimas de higiene

Um laboratório clandestino em Marataízes, no litoral sul do Espírito Santo, onde havia fabricação de álcool em gel sem nenhum controle sanitário, foi fechado pela equipe da Delegacia de Polícia de Marataízes. A operação aconteceu na quinta-feira (19).

Dois policiais estiveram em uma drogaria do município e notaram que entre os itens comercializados no local havia frascos plásticos sem nenhum rótulo ou descrição do conteúdo, e outros com rótulos suspeitos. Ao questionarem sobre o conteúdo dos potes, foram informados que tratava-se de álcool em gel.

O titular da Delegacia de Polícia de Marataízes, delegado Renato Barcellos informou que instaurou um Inquérito Policial e solicitou um mandado de busca e apreensão, que foi expedido pela justiça e cumprido na última quinta-feira (19). 

“Fomos até a drogaria, onde apreendemos os frascos que foram vistos pelos policiais na véspera, e também fomos até o local onde o produto era fabricado, e encontramos maquinário e material para a produção de álcool em gel”, explicou o delegado.

As buscas foram realizadas com o apoio de uma equipe da vigilância sanitária do município. A fábrica funcionava em um edifício de três andares, com muros altos, sem nenhuma identificação, e não possuía autorização da vigilância sanitária. Produtos químicos eram armazenados de forma improvisada e os equipamentos não apresentavam condições mínimas de higiene.

Nas buscas, os policiais constataram que o rótulo usado em parte das embalagens trazia dados de uma fábrica registrada no Rio de Janeiro, com atividades suspensas desde 2018. A pessoa responsável pela fabricação e venda do produto no Espírito Santo era o dono da fábrica no Rio de Janeiro e usava o CNPJ da empresa de forma irregular.

Segundo o delegado, o suspeito alegou que viu pela TV que o governo iria autorizar novas empresas a fabricar álcool em gel, e decidiu se antecipar, retomando a atividade que desempenhava no Rio de Janeiro. No entanto, ele estava ciente de que a atividade era irregular, alegando, inclusive, que iria regularizar a fábrica em breve.

Ao todo, 97 frascos contendo o gel foram apreendidos. O material será encaminhado para a perícia, que vai determinar exatamente que tipo de produto era comercializado. A fábrica clandestina foi interditada pela vigilância sanitária, mas a drogaria foi autorizada a manter as atividades.

O responsável foi autuado em flagrante por fabricar e expor à venda produto para fim terapêutico sem registro no órgão de vigilância sanitária, e encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Marataízes. O inquérito segue em andamento e, após a conclusão da perícia, ele poderá responder por outros crimes.

A orientação do delegado para casos como este é que a população jamais compre produtos sem rótulo ou descrição, e sempre verifique a procedência do material, que deve estar explícita na embalagem. Em caso de dúvidas, os órgãos de vigilância sanitária devem ser acionados e, se for constatado alguma adulteração ou comércio ilegal, a Polícia Civil deve ser acionada.

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