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Empresário Wagner Dondoni é considerado foragido, diz Polícia Civil

O empresário Wagner Dondoni já é considerado foragido da Justiça, segundo a Polícia Civil do Espírito Santo. O mandado de prisão contra ele foi expedido na tarde desta terça-feira (6) pelo juiz Romilton Alves Vieira Júnior, titular na Comarca de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo.

Dondoni foi condenado a 24 anos e 11 meses de prisão em regime inicialmente fechado pelo júri popular, que terminou na madrugada desta terça-feira, no Fórum de Viana.

A maioria dos jurados o considerou culpado pelo acidente que matou uma mulher e os dois filhos dela na BR-101, dez anos atrás. No momento da batida, ele estava embriagado.

O julgamento, no entanto, aconteceu sem a presença do acusado. De acordo com o advogado de defesa de Dondoni, Rogério Pires Tomaz, ele estava se sentindo ameaçado. Mas mesmo com a sentença, ele ainda não foi detido.

Segundo a Polícia Civil, por meio de nota, Dondoni já é considerado foragido, mas não detalhou quantas diligências já foram feitas em busca do condenado.

A reportagem  esteve em um endereço informado pelo empresário à Justiça, em Campo Grande, Cariacica, na tarde desta terça. Um homem, que informou ser irmão de Dondoni, se apresentou e disse que ele não está no Espírito Santo. O advogado Rogério Pires Tomaz também disse que não sabe onde ele está.

Endereço que Dondoni informou à Justiça, onde ele não foi localizado — Foto: Bernardo Bracony/TV Gazeta

Endereço que Dondoni informou à Justiça, onde ele não foi localizado

Dondoni não compareceu a júri

O empresário Wagner Dondoni não compareceu no júri popular que julgou o caso nesta segunda-feira (5). O julgamento, no entanto, acontece sem a presença do acusado.

De acordo com o advogado de defesa de Dondoni, Rogério Pires Tomaz, o empresário estava se sentindo ameaçado.

“Só quem sabe de verdade a história dele, que não foi veiculado na mídia, sabe as motivações dele não comparecer. Esse é um direito dele. Se você tem um direito constitucional ao silêncio, você tem direito de não comparecer. Os traumas que ele e a família sofreram durante esses 10 anos ninguém sabe, porque a imprensa não veiculou”, disse.

Na época do acidente, o empresário chegou a ser preso, pagou fiança e foi solto, e desde então aguardava julgamento em liberdade.

O caso

O acidente que matou a família de Ronaldo aconteceu na BR-101, em Viana. Ele e a família seguiam pela estrada quando a batida contra a caminhonete dirigida por Dondoni ocorreu.

A mulher de Ronaldo, Maria Sueli Andrade, e os filhos Rafael, de 14 anos, e Ronald, de três, morreram.

A polícia encontrou uma garrafa de vodka no carro de Wagner Dondoni. Logo após o acidente, o empresário se recusou a assomprar o bafômetro, mas o exame de sangue feito dez horas depois do acidente confirmou a embriaguez.

Acidente envolvendo Dondoni terminou com a morte de três pessoas da mesma família, em Viana — Foto: Arquivo/TV GazetaAcidente envolvendo Dondoni terminou com a morte de três pessoas da mesma família, em Viana — Foto: Arquivo/TV Gazeta

Acidente envolvendo Dondoni terminou com a morte de três pessoas da mesma família, em Viana

Marcelo Ribeiro – Folha Viana

Julgamento só 10 anos depois

A decisão que levou o empresário a júri popular saiu em 2009, mas os inúmeros pedidos de recurso do réu impediam o julgamento.

Foi só em 2018 é que o Superior Tribunal de Justiça informou que os recursos não foram aceitos. Mas todos os oito juízes de Viana se deram impedidos de julgar o caso. O Tribunal de Justiça do estado indicou então o juiz de Itapemirim.

O advogado do empresário disse que vai defender que nos autos não constam elementos que comprovem que o empresário teve a intenção de causar as mortes.

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