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Em entrevista: Presidente da Câmara de Cariacica César Lucas defende a classificação de risco para amenizar problema no P.A de Alto Laje

Proteção aos direitos dos usuários

Para o vereador Cesar Lucas a medida, que compõe a Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) proporciona êxitos na satisfação do atendimento à saúde, de alta e baixa complexidade. “O método dá direito ao usuário ser informado do tempo de espera do atendimento, assim como, do local correto de encaminhamento, além de obedecer as recomendações do Ministério da Saúde e cumprimento da legislação do SUS, com ênfase humanização e a proteção dos direitos dos usuários”, enfatizou.

O sistema consiste em classificar os usuários de acordo com os graus de risco, com objetivo de agregar mais agilidade e segurança aos atendimentos humanizado a quem usa os serviços públicos de saúde, além de garantir que os casos realmente mais importantes do ponto de vista do risco para a saúde tenham precedência sobre os demais. “Representa a garantia do atendimento a todos, mas principalmente a quem está mais vulnerável. Isso é qualidade e segurança de atendimento, tanto para o usuário que busca atendimento, quanto do profissional que presta esse o serviço”, defendeu o vereador.

Classificação por cores

Veja como fica a  divisão das áreas por cores: vermelha, equipada para receber casos graves com risco de morte; Amarela. Sala destinada aos pacientes já estabilizados, mas que ainda requerem cuidados especiais; Verde, destinado aos casos não urgentes, mas que requerem observação pra definição de conduta; e a Azul, consultórios destinados ao atendimento de consultas de baixa complexidade que poderão ser referenciadas às UBSs.

Com o conceito de Classificação de Riscos, as redes de urgência e emergência adotarão uma linguagem única nos pontos de atenção. O Pronto Atendimento fica integrado as UBSs. “É exatamente este processo representada por protocolos de classificação de risco e linhas-guia, que ordena, organiza, e atende com qualidade, humanização e sem discriminação os usuários do SUS”, concluiu o vereador César Lucas.

Veja entrevista:

Eleito para o primeiro mandato em 2012, o vereador do PTC, César Lucas, chega à presidência da Câmara de Cariacica pregando a união dos legislativos para a busca de inserção no debate sobre as diversas questões estruturantes da Grande Vitória.
Ele afirma que os prefeitos são ouvidos sobre as demandas das cidades, mas os vereadores, que são os agentes políticos mais próximos da população, ficam alijados dos debates. Acredita, ainda, que os problemas da Grande Vitória só poderão ser solucionados se a região for pensada como uma grande cidade.
É neste sentido que ele propõe a formação de um fórum permanente dos presidentes de Câmara para discutir as agendas comuns da Grande Vitória. Nesta entrevista, ele conta um pouco da sua história política e dos projetos à frente da Câmara de Vereadores.
Portal de Cariacica: O vereador é um cristão novo na política de Cariacica, que só tem cobra criada. Temos Helder Salomão (PT), que é muito prestigiado no município e foi eleito deputado federal; o prefeito Geraldo Luzia, o Juninho (PPS), que parece ser algo acidental, um fenômeno eleitoral por causa das circunstâncias em que ele apareceu e venceu as eleições municipais de 2012; o deputado estadual Marcelo Santos (PMDB), com quatro mandatos consecutivos; e outras lideranças de peso. O vereador está no meio dessas feras todas. Como é isso?
César Lucas – A minha projeção política é muito curta. Tenho apenas dois anos de mandato e antes disso nunca fui candidato a nada. Foi a primeira vez que fui candidato, mas sou um estudioso da área política e sempre trabalhei muito com planejamento e estratégia. Fui captado por alguns políticos na ocasião para fazer um trabalho nessa área e em 2012, com a eleição, me convidaram para a disputa. Fiz um planejamento estratégico e dentro dele tínhamos metas e conseguimos conquistá-las. Fui o mais votado da coligação e o sexto mais bem votado do município.
– Antes da política, o vereador fazia o que?
– Eu sou administrador de empresas e trabalhava na prefeitura na área ambiental. Nunca tive ligação nenhuma com Associação de Moradores, nenhum assistencialismo. Foi um conjunto de estratégias e planejamentos que me fez chegar ao mandato.
– O seu partido é um partido pequeno, o PTC A vitória veio pela coligação?
– Muito pelo contrário, a minha coligação tinha um ex-prefeito, Juscelino, Leo da API e mais de dez pessoas consideradas com peso político. Quando fizemos o planejamento estratégico, eu estava em 14º e tivemos um trabalho muito forte para ultrapassá-los e venci por apenas 500 votos do segundo colocado, que foi o Juscelino.
– E como foi esse planejamento?
– Nós montamos as estratégias internas, eu e mais três pessoas, e definimos as metas, aí fomos trabalhando em cima dessas metas e a cada semana conseguíamos agregar mais gente. Formamos uma rede e Deus ajudou, conseguimos chegar.
– E com dois anos de experiência política, o vereador chega à presidência da Câmara de Cariacica. Como foi isso?
– Não foi tão fácil.
– Mas quando a gente olha, parece ter sido fácil…
– Não foi fácil. Quando vencemos a eleição, foi outro desafio. Eu costumo dizer que passar na prova da Ufes é difícil, mas terminar o curso é muito mais. Tive que aprender a ser vereador. Aí eu me vi diante de uma dificuldade tremenda, porque estava em meio a vereadores de quatro, cinco mandatos. E com o prefeito mais bem votado do País, com a credibilidade lá em cima. Dentro desse planejamento também, decidimos que eu deveria recuar e começar a aprender esse jogo político. Como são feitas as composições, as articulações, a dinâmica da Casa. Também foi muito difícil aprender. E esses dois anos foram um laboratório muito grande, porque aprendi como devemos contribuir para nosso cliente final, que é o povo.
– O vereador é o agente político mais próximo da população e em Cariacica essa população enorme…
– São 400 mil habitantes.
– E como é essa procura pelo vereador?
– Em termos de renda per capta, nós somos o município com mais problemas sociais da Grande Vitória. Temos uma dívida muito grande com  a população.
–E isso faz com que a população procure mais ainda o vereador, não?
– Muito. Alguns vereadores, porque eu não concordo com essa prática, mas respeito quem faz isso, mas a minha política é diferente…
 O vereador fala da política assistencialista…
– Sim. Eu não compactuo com essa política, para mim, temos que atuar em uma política macro. Tenho falado isso na Câmara, nossa responsabilidade com o povo é muito grande. Todos aqueles que tiveram no poder deram sua contribuição, o que posso dizer do tempo que acompanho, desde Aloízio Santos, passando por Helder Salomão e agora Juninho, não é uma política de curto prazo, e sim de longo prazo. Estamos muito atrasados em relação aos demais municípios da Grande Vitória. Alguns gargalos que identificamos nesse fórum que estamos tentando criar dentro da Grande Vitória mostram que hoje somos muito reféns da Grande Vitória, mas ao mesmo tempo, disse isso em reunião lá na Câmara, Cariacica é o único município que tem divisa com todo mundo. Temos divisa com Vila Velha, Vitória, Serra e Viana. Somos ricos em termos de belezas naturais, temos o rio Santa Maria, que abastece Vitória. Então, dentro desse conjunto de coisas, o que temos de forte é a união dentro dos legislativos. A união de todas as lideranças é o maior desafio que temos de implantar dentro do município.
– Mas, voltando um pouco. Como virou presidente da Câmara com dois anos de mandato?
– Não é uma pergunta fácil de responder. Desde a minha eleição, minha maior responsabilidade foi saber que é o povo que me paga e é para ele que preciso mostrar resultados. Então, comecei a estabelecer o diálogo com todas as forças dentro da Casa, oposição e situação, sempre tentando conquistar o respeito de meus colegas. Meu discurso sempre foi de que a união dentro da Casa só fortalecia os governos. A independência da Casa era fundamental.
– E essa campanha começou quando? 
– Nós fizemos uma eleição antecipada, porque não queríamos que nenhuma atmosfera pós-eleição tivesse força dentro da Casa. Nada contra o deputado [Marcos Bruno (PRTB)], mas tínhamos um presidente de Câmara que tinha sido meio que nomeado pelo prefeito. Quem ia falar contra um prefeito de 85% dos votos? Então, desta vez, a Casa queria decidir por si própria, por isso chegamos em um consenso, depois de várias reuniões, e os meus colegas optaram pelo meu nome. Eu seria a pessoa mais preparada. E, para mim, foi uma surpresa quando recebi a notícia, porque tinham vários nomes de pessoas, talvez mais capacitadas do que eu. Mas assim que acabou a eleição, nos preocupamos em fazer a gestão, fizemos um planejamento estratégico e uma pesquisa qualitativa, que nos mostrou o quanto estamos desgastados com a população. E temos que recuperar isso.
– E como vai ser sua gestão?
– Logo que assumi, no dia 1º de janeiro, no discurso de posse, sempre acreditei nisso, minha história fala isso, fala do impossível.
– O vereador tem quantos anos?
– Tenho 38. E eu acredito no impossível. Vim de família pobre, mas sempre acreditei em mim. Então, acredito que o impossível pode ser feito e acho que a credibilidade da Casa é o maior desafio da minha gestão. Respeitamos o Executivo, o Judiciário e acho que o Legislativo também tem de ser respeitado. Nessa minha primeira fala, convidamos todas as forças políticas de Cariacica para participar e lá tivemos uma fala muito forte neste sentido, de que a Casa tem de ter respeito. Respeitando o Executivo, mas não sendo subserviente. A Casa tem de ter independência, de cumprir o seu papel, e o povo precisa saber disso.
– Essa é uma realidade de todas as Câmaras, os vereadores são o alvo predileto da opinião pública. Aí entra a questão do fórum. É uma preocupação de todos os presidentes que participam desse conjunto de presidentes, de recuperar essa imagem do Legislativo?
– Quando chega um presidente com um curto tempo de política para um presidente mais experiente, existe uma barreira logo no começo, mas depois vamos colocando as ideias e mostrando a facilidade que temos e a responsabilidade, que são os pontos-chave. Todos nós presidentes de Câmara, bem ou mal, fomos eleitos pelos demais vereadores, somos líderes da Câmara e temos essa responsabilidade. Eu disse isso esta semana para um vereador e me cobro muito porque sei da minha responsabilidade e até que ponto posso contribuir. Por isso, propus esse fórum permanente. Estamos falando hoje da crise hídrica, que só começou a ser discutida quando chegou ao Sudeste. Essa questão da água já tem muito tempo.
– Quando o rio secou é que se acordou para essa questão.
– E nós, no Espírito Santo, ainda temos o privilégio de termos rios. Então, propus esse fórum, com essa agenda da crise hídrica, mas pedi aos presidentes de Câmara que não deixassem esse fórum permanente cair no esquecimento, porque temos agendas muito importantes na Grande Vitória: mobilidade urbana, segurança, desenvolvimento social e desenvolvimento sustentável. Hoje, por exemplo, Cariacica está de costas para Vila Velha e é uma parte nobre, porque em 20 minutos podemos estar na praia, fazendo uma rodovia, ligando Campo Grande à Gloria, temos uma ligação desses polos. A economia do nosso município depende da Grande Vitória. E eu acredito que nós somos a bola da vez, Cariacica tem que ser a bola da vez. Isso passa pelas lideranças. Acho que todas as lideranças do município têm de fazer o seu papel, independentemente de forças políticas individuais. Eu tenho uma boa relação com todos elas e me proponho a reconduzir essa renovação.
– O vereador acha que pelo fato de ser uma liderança nova na política, ajuda nesse processo de fortalecimento da imagem do Legislativo?

– Essa é uma pergunta que eu não posso responder. Quem tem de falar isso é o povo. Eu acredito muito nos meus dois anos de mandato e vou trabalhar muito para fazer o melhor para meu cliente, que é o povo. Mas essa pergunta tem de ficar para o povo avaliar, porque somos avaliados 24 horas por dia, e quando nos propomos a ser agentes públicos, a primeira coisa que temos que nos preocupar é com a nossa imagem, porque ela é que reflete o nosso trabalho.

– O vereador transita bem entre as lideranças do município?
– Sim. Acho que todos eles tiveram uma contribuição enorme para o crescimento da nossa cidade. Não posso falar por antes, mas desde Aloízio Santos até Juninho todos contribuíram muito e acho que temos de ter mais líderes. Tenho um pouco de inveja de Vitória, Vila Velha e Serra por ter uma capacidade de produzir lideranças muito grande. Lideranças boas, capacitadas, que deram a contribuição na hora certa e, agora, Cariacica precisa também que tenhamos mais debates.
– Nessa formação do fórum, o vereador já conseguiu a adesão dos demais presidentes de Câmara?
– Já, o último encontro chegou a ser demandado que eu fosse o porta-voz deste fórum, mas estamos preservando que a liderança seja de todos. Mesmo que eu tenha tido a ideia, as pautas foram criadas por todos. As últimas adesões que tivemos foi Fundão, com Carlos Augusto Tófoli (PMN); e Guarapari, com Astori (PDT). Namy [Chequer, do PCdo B, presidente da Câmara de Vitória] não esteve presente, mas já conversei com ele e adorou a proposta. Vamos fazer esse núcleo de sete presidentes e depois teremos uma proposta mais profunda, de fazer isso de maneira formal. Temos que fazer um projeto, que passa pela Assembleia, mas que se foca no Executivo e esquece do Legislativo. E nós estamos na ponta,  sabemos a necessidade das obras estruturais dentro da cidade. Os prefeitos são muito consultados, mas nós vereadores também temos de participar do debate.
– O vereador percebe que estão formando uma proposta muito parecida com o que seria a Região Metropolitana de Vitória, que uniria os prefeitos, mas  até hoje não saiu do papel?
– E aí tem um dado muito importante. Eu considero a Grande Vitória hoje como uma única cidade. Nossa mão de obra de Cariacica, nosso consumo, é espalhado na região. Então, para fazer uma discussão de BRT [Bus Rapid Transit], de Aquaviário, nós temos de ser ouvidos, porque é uma cidade. Os poderes maiores, principalmente governo do Estado, esquecem que eles são governos das nossas cidades também. O governo do Estado às vezes se acha acima das cidades, mas governo do Estado também é governo de Cariacica, de Mantenópolis, de Viana….é governo de todas as 78 cidades do Estado. Queremos fazer uma discussão ampla e criar leis com padrão. A nossa proposta é que temos de ser inseridos na discussão , pois estamos sendo alijados. Todos estão participando da discussão e nós, que estamos na ponta, estamos na comunidade.

Mas nossa primeira agenda, e estamos focados para não nos perdermos, é a questão hídrica. A partir dessas conversas com  os sete presidentes, vamos buscar também Santa Teresa, Marechal Floriano, que também são cortadas pelo rio Santa Maria, para que possamos contribuir e não cada câmara fazer 10, 15 leis para economia de água. E digo mais: fala-se muito em punir morador por lavar calçada. Morador é 17% do consumo de água e os 35% que são as indústrias, como está a discussão? O pó preto, que estão falando tanto, Cariacica é afetada com isso. Como está sendo feita essa discussão?

Nossa representatividade só vai ter força se nos organizarmos. Se nós presidentes de Câmara, que sabemos de nossa responsabilidade, nos organizarmos, vamos ter forças para contribuir com o desenvolvimento da Grande Vitória.

Portal de Cariacica – Marcelo Ribeiro.

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