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Doze deputados se dizem independentes em relação ao Governo

Dos 30 deputados da Assembleia, pelo menos 12 se dizem independentes em relação ao governo do Estado e podem causar dificuldades na aprovação de projetos vindos do Palácio Anchieta. São eles: Alexandre Xambinho (Rede), Capitão Assumção (PSL), Carlos Von (Avante), Coronel Quintino (PSL), Hudson Leal (PRB), Lorenzo Pazolini (Sem partido), Marcos Mansur (PSDB), Rafael Favatto (Patriota), Sergio Majeski (PSB), Theodorico Ferraço (DEM), Torino Marques (PSL) e Vandinho Leite (PSDB).

“Existe um grupo de parlamentares que não é antagônico ao governo, mas que vota em sintonia com os anseios da população, que caminha pela convergência de ideias e atuação no plenário e comissões da Casa”, garantiu Lorenzo Pazolini.


Renato Casagrande: governo afirma que respeita a posição dos parlamentares (Foto: Beto Morais / AT – 21/11/2018)


A existência do grupo, que poderia atuar em um bloco independente contra o governo, também é confirmada por Marcos Mansur. “Temos um grupo que quer contribuir com o Estado, que quer pautar o mandato alinhado com o que a sociedade demanda, fazendo reflexão com o que as urnas nos falaram”, disse.

A divisão no plenário ficou também evidenciada na votação dos projetos de promoções da Polícia Militar. No texto que tratou dos oficiais, o placar foi de 18 a 11 para o governo. Já a proposta relacionada aos praças ficou em 17 a 11.

Como eram projetos de lei complementar, o governo precisou de maioria simples para aprovar. Se fossem propostas de emenda à Constituição (PECs), em que são necessários 18 votos para aprovação, um dos projetos da PM não seria aprovado.

Em relação aos deputados ditos independentes, Danilo Bahiense (PSL) também votou contrário aos projetos da PM, porém não respondeu qual sua posição na Casa. Theodorico Ferraço, por sua vez, votou favorável às proposições e Majeski favorável a uma delas. Na outra, estava fora do plenário.

O secretário-chefe da Casa Civil, Davi Diniz, disse que o governo de Renato Casagrande (PSB) respeita a posição dos deputados e que cada um tem o direito de seguir o caminho que quiser. Sobre os projetos da PM, disse que só houve aquela votação em bloco, e por isso não poderia usá-la como “verdade absoluta”. Mas, disse que aguarda as votações dos próximos projetos.

foto;Reprodução/Jornal A Tribuna.


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