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Doença do ‘super-sono’ fez com que mulher que foi dormir na sexta só acordasse no domingo

Você já ouviu falar em hipersonia idiopática? Condição faz com que a pessoa tenha sonolência em momentos inapropriados.


Tem gente que tem dificuldade para acordar e “odeia” o despertador. Todos os dias pela manhã enfrenta uma super luta contra o sono que insiste em fazer com que a pessoa precise de “mais cinco minutinhos”, também conhecido como soneca. Apesar de toda a dificuldade para despertar, as pessoas levantam e seguem as variadas rotinas: trabalhar, estudar, ir a academia, levar os filhos ao colégio… Mas, pense em uma pessoa que não consegue abrir os olhos, nem mesmo com despertadores e pessoas acordando-a! Este é o caso de Lucy Taylor, 42.

A mulher que mora no país de Gales sofre de hipersonia idiopática, popularmente conhecida como doença do super-sono. Segundo a médica especialista em medicina do sono, Jéssica Polese, a hipersonia é a condição onde o individuo tem sonolência em momentos não apropriados do dia, atrapalhando os trabalhos da vida diária e aumentando o risco de acidente.

O caso mais “chocante” que aconteceu com Lucy foi ir dormir numa sexta-feira a noite e só acordar no domingo. A hipersonia faz com que ela sinta muito sono durante o dia e, quando deita, dificilmente consegue acordar. É necessário tomar medicações, colocar vários despertadores e ainda contar com o apoio da família e alguns “sacolejos” para acordar. 

A médica do sono explica que o caso não se trata de preguiça e que a condição tem CID 47.1. Algumas pessoas podem ter hipersonia ao longo da vida porque momentos de estresse e emoções podem provocar e até mesmo piorar o super-sono. 

“O diagnostico de hipersonolência tem como base a exclusão de distúrbios do sono (apneia, bruxismo, síndrome das pernas inquietas) pois os distúrbios do sono atrapalham a qualidade do sono causando hipersonolência durante o dia. Outro diagnostico diferencial é com narcolepsia e quantidade de sono insuficiente, onde o individuo espontaneamente deixa de dormir”, informou. 

Segundo Jéssica, a preocupação com a hipersonia é a prevenção de acidentes por cochilos em situação inapropriada e com rendimento intelectual na escola ou trabalho. ” Às vezes esse individuo é discriminado e frequentemente rotulado como preguiçoso, quando na verdade está doente e precisa de tratamento apropriado”, alertou. 

Para diagnosticar a doença, Jéssica comenta que é necessário realizar o teste de múltiplas latências do sono e polissonografia.


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