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Criminosos que mataram policial no ES ficaram de ‘tocaia’ por 6 horas até anunciarem assalto

Os três criminosos envolvidos na morte do investigador de Polícia Civil Alessandro Gomes Ferrari, de 46 anos, ficaram de “tocaia” de meio-dia às 18h de domingo (28) esperando um carro para assaltar, no bairro Morada de Santa Fé, em Cariacica.

A informação é do delegado Eduardo Passamani, que investiga o caso, e contou ainda que os assaltantes fazem parte de uma quadrilha especializada em roubo de carros e tráfico de drogas.

Dois suspeitos foram presos nesta segunda-feira (29) com armas e drogas, e foram denunciados por roubo seguido de morte. Um deles completou 18 anos há um mês e, segundo a polícia, foi ele que deu um tiro na nuca do investigador. O outro é o dono do carro usado no crime e também deu dois tiros na vítima.

O terceiro envolvido ainda está sendo procurado, mas já foi identificado pela polícia. As investigações apontam que foi ele que anunciou o assalto e deu dois tiros no policial, que atingiram o peito e o rosto dele.

“Quando eles chegaram no local e anunciaram o assalto, em um primeiro momento ele saiu de perto da família para proteger a mulher e a sogra que estavam dentro do carro, ele tentou tirar a família da linha de visão. Nesse momento ele levantou a mão, mas percebeu que a arma poderia aparecer. Aí ele fez o gesto de puxar a camisa para baixo e foi quando deram o primeiro tiro”, relatou o delegado.

O crime

O crime aconteceu neste domingo (28), no bairro Morada de Santa Fé, em Cariacica. Alessandro foi morto no dia do aniversário da filha de oito anos. Ele havia saído da igreja com a família e seguiria de carro para casa levando um bolo, mas antes passaria para buscar uma amiga da meninas.

Alessando Gomes Ferrari, policial civil, é morto a tiros em Cariacica. — Foto: Arquivo pessoal

Alessando Gomes Ferrari, policial civil, é morto a tiros em Cariacica. — Foto: Arquivo pessoal

Nesse trajeto, o veículo foi abordado por três homens armados que estavam em outro carro e um deles atirou. O secretário Nylton Rodrigues disse que a polícia trabalha com a hipótese de latrocínio, roubo seguido de morte.

“Foi no momento que ele desembarcou o carro, que ele foi abordado por esses canalhas covardes, que tiraram a vida do nosso policial”, disse.

Alessandro estava com a mulher e a sogra na hora do crime, que não ficaram feridas. O sogro dele, Jeremias Cardozo, disse que todos estão traumatizados. “Perdi meu genro, minha mulher está traumatizada. Nós estamos sujeitos a tudo isso, de ser pegos de surpresa no meio da rua, do jeito que está aí”, falou.

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