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Crime bárbaro no ES – Justiça mantém prisão do pai que matou e concretou filhos

O comerciante Marcos Itiberê de Castro confessou ter matado os filhos, Gabriela, de 7 anos, e Marcos, de 9, com tiros na cabeça

O comerciante Marcos Itiberê Castro Caiado, condenado pela prática de homicídios e ocultação de cadáveres dos seus próprios filhos, vai permanecer preso. A decisão é da juíza da 2ª Vara Criminal de Viana – Execuções Penais, Cristiania Lavínia Mayer. Ela negou a progressão de regime para que ele cumprisse o resto da pena fora da prisão. O comerciante foi condenado a 51 anos de reclusão e cumpre pena em regime fechado desde o ano de 2000.

Itiberê já tinha atingido o tempo de cumprimento de pena necessário para que a Justiça analise a progressão de regime. Diante disso, o Ministério Público Estadual solicitou um exame criminológico, aceito pela juíza responsável pelo caso, feito em julho deste ano. Após análise do resultado, a Justiça decidiu por mantê-lo preso.

Em 2000, Marcos Itiberê confessou ter matado Gabriela Colnago de Castro Caiado, de 7 anos, e Marcos Itiberê Rodrigues de Castro Filho, de 9, com tiros na cabeça, em maio de 2000, no Centro de Vila Velha. Eles foram cobertos com colchões e colocados dentro de um armário, que foi concretado pelo assassino. Os corpos foram encontrados pelo avô das crianças onze dias após o crime.

O comerciante Marcos Itiberê de Castro confessou ter matado os filhos, Gabriela, de 7 anos, e Marcos, de 9, com tiros na cabeça

Ele também matou Marco Antônio Pedrini, ex-marido de Jânia Colnago, mãe dos filhos dele. O crime ocorreu quando Marco tentou impedir que Jânia fosse agredida, em outubro de 1999. Em 17 de outubro de 2003, ele foi condenado a 51 anos de prisão.

Segundo o que conta no processo, em agosto de 2011 Itiberê fugiu do Instituto de Readaptação Social, nadando pela baía de Vitória, e se escondeu na Ilha do Meio por dois dias, até que foi novamente preso, “razão pela qual teve contra si reconhecida a prática de falta de natureza grave”, destacou a juíza do processo.

Segundo a magistrada, para a concessão da progressão de regime, há necessidade do preenchimento de alguns requisitos, como ter o sentenciado cumprido o tempo necessário da pena e ter bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento prisional, podendo o juiz determinar a realização de exame criminológico, diante das peculiaridades do caso. Foi o que ocorreu no caso de Itiberê.

De acordo com a decisão, o exame criminológico concluiu que o sentenciado não apresenta condições pessoais suficientes para o avanço prisional, tendo em vista que, segundo os laudos juntados ao processo, “o apenado possui personalidade imatura, em que se evidenciam poucas habilidades, sentimento de instabilidade, revelado certo nível de impulsividade, frieza e indiferença pela vida alheia, insegurança, descontrole emocional, exerce influência e liderança negativa perante a população carcerária, agindo de forma articuladora para atender seus interesses pessoais, de modo sorrateiro, sempre de forma anonimato, além de apresentar sintomas de transtorno bipolar”, diz a decisão.

A decisão afirma ainda que, apesar de relatar arrependimento, segundo o examinador, “é notória a frieza, evidenciado o interesse em não se debruçar sobre a conduta praticada, prejudicando assim a reconsideração dos fatos”. “Assim, resta demonstrada a necessidade de permanecer maior período no cárcere, visando absorver a terapia penal e revelar seu merecimento à progressão para regime mais brando”, concluiu a juíza, indeferindo a progressão do regime ao apenado, em razão da ausência de requisito subjetivo.

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