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Bolsonaro anuncia corte de 40.000 vagas comissionadas por decreto

O presidente Jair Bolsonaro anunciou 18 medidas para marcar os 100 primeiros dias do seu Governo. Além da confirmação do 13º salário do Bolsa Família, o presidente determinou a revogação de 250 decretos federais, a extinção de cargos efetivos vagos, e o envio para o Legislativo dos projetos de lei da autonomia do Banco Central e do ensino domiciliar. Outras duas das medidas anunciadas pelo Governo pretendem ainda reduzir o tamanho do Estado por meio de decretos presidenciais. Uma prevê acabar, até o fim do ano, com 40.000 cargos e funções comissionados. Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, 21.000 já foram extintos. Os outros 19.000 o serão assim que ficarem vagos. As estimativas da União é que haja 131.000 cargos em comissão entre todos os órgãos federais e empresas estatais.

Um outro decreto ainda prevê, nos próximos dois meses, a revogação de centenas de conselhos. Conforme Lorenzoni, há 700 colegiados em funcionamento, a ideia é chegar a no máximo 50. “Eles têm uma visão completamente distorcidas da representação popular”. Os conselhos são formados por representantes da sociedade civil e do poder público e têm como objetivo sugerir programas para o Governo. Geralmente, seus conselheiros recebem um pagamento por participação nas reuniões, diárias para deslocamento, além da estadia e da alimentação, quando não vivem nas cidades onde são realizadas as reuniões.

Sobre o Banco Central, o Governo pretende anexar os projetos de deputados que já estão tramitando na Câmara. A ideia é evitar um vício de iniciativa, já que alterações na estrutura do Executivo só podem ser propostas pela União. O assunto vem sendo debatido desde o ano retrasado na Câmara. Os detalhes do projeto não foram divulgados até o momento. Em entrevista coletiva, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse apenas que o presidente do BC terá mandato de quatro anos, não coincidentes com o do presidente da República. Poderá ainda ser reconduzido uma vez.

O pagamento da 13ª parcela do Bolsa Família foi uma promessa de campanha de Bolsonaro, que sempre foi um crítico ao projeto. Quando era deputado federal – cargo que ocupou por 28 anos – o hoje presidente dizia que o projeto era compra de votos. Eis um trecho de seu discurso no plenário da Câmara em 2010, durante o Governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Se, hoje em dia, eu der 10 reais para alguém e for acusado de que esses 10 reais seriam para a compra de voto, eu serei cassado. Agora, o governo federal dá para 12 milhões de famílias em torno de R$ 500 por mês, a título de Bolsa Família definitivo, e sai na frente com 30 milhões de votos”, discursou na Câmara. Em seguida, acrescentou: “Disputar eleições num cenário desses é desanimador, é compra de votos mesmo”.

A solenidade em alusão aos primeiros cem dias do governo ocorreu na manhã desta quinta-feira no Palácio do Planalto e contou com a presença de ministros ou secretários-executivos dos 22 ministérios. A cerimônia foi breve, já que o presidente tinha uma agenda no Rio de Janeiro com representantes de igrejas evangélicas. No discurso, Bolsonaro apenas agradeceu aos presentes, ressaltou que sua gestão valoriza a família, não prega ideologias e disse que, em diversas ocasiões ele pergunta a Deus. “O que eu fiz para estar aqui?”

O presidente ainda alterou a forma de tratamento nas comunicações formais. No lugar de “Vossa Excelência” e “doutor” tem de ser usado o “senhor” e suas flexões feminina e plural. A justificativa: “a fim de promover a desburocratização no tratamento e de eliminar barreiras que criam distinção entre agentes públicos”.

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