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Barragem de Duas Bocas, em Cariacica, será a primeira a ser fiscalizada no ES

A estrutura da barragem de Duas Bocas, em Cariacica, usada para reserva e captação de água para a sede do município, passará por uma fiscalização na manhã desta terça-feira (29). Ela é a primeira a passar por uma vistoria depois que o governo do Espírito Santo anunciou a criação de um comitê para acompanhar as barragens de rejeitos que fazem parte da Bacia do Rio Doce.

A avaliação para checar a segurança no local será feita por uma equipe multidisciplinar formada por técnicos da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) e da Defesa Civil do Espírito Santo.

A inspeção foi marcada durante uma reunião nesta segunda-feira (28) entre a equipe estadual de Meio Ambiente com o governador Renato Casagrande.

O encontro foi definido após o rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração em Brumadinho (MG), na última sexta-feira (25). A catástrofe não afetou o Espírito Santo, mas acendeu o sinal de alerta para a segurança de barragens em todo o país.

Segurança

Não há registro de barragens de rejeitos de mineração no Espírito Santo. No entanto, no Estado existem 98 barragens de água particulares e outras 15 públicas, sendo seis entregues e nove ainda em construção.

Elas passam por inspeções periódicas. Nos últimos cinco meses, 51 barragens foram visitadas. Em janeiro de 2019, quatro empreendimentos já foram vistoriados: dois em São Roque do Canaã e duas em Marilândia, no interior do Estado.

Ainda para esta semana, está prevista a ida da equipe de fiscalização às barragens de Santa Julia e Alto Santa Julia, usadas pela Prefeitura de São Roque do Canaã. As estruturas passaram por obras de recuperação que são acompanhadas pela Agerh. A última visita foi feita nos dias 16 de janeiro.

Diagnóstico e revisão de protocolos

A Agerh vai fazer uma nova avaliação das barragens cadastradas no órgão para traçar um diagnóstico dos empreendimentos que precisam de uma atenção maior do Estado.

Segundo o diretor-presidente, Fabio Ahnert, no momento, não há risco iminente. “Nossa equipe já está sendo preparada para novas visitas numa força-tarefa com os demais órgãos ambientais”, comenta.

Depois do diagnóstico, o órgão vai reavaliar o cronograma de fiscalizações e revisar os protocolos de contingência e monitoramento para a segurança de barragens, hoje previstos em leis federais e estaduais. “Vamos avaliar o uso da tecnologia como alternativa para o acompanhamento dessas barragens”, diz Ahnert.

Compartilhamento de informações

O Governo do Espírito Santo vai solicitar ao de Minas Gerais que dados referentes a barragens localizadas na porção mineira da bacia do Rio Doce sejam compartilhados com os órgãos de regulação capixabas.

O Estado quer acompanhar o processo de segurança dos empreendimentos. “A bacia hidrográfica é uma unidade física, ou seja, o que acontece no trecho mineiro tem impacto aqui, como já vimos com o desastre em Mariana (MG), em novembro de 2015”, relembra.

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